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Archive for the ‘Cultura’ Category

Capa do livro Dom Avelar Brandão Vilela: Um Bispo do Brasil Nordeste

Dom Avelar Brandão Vilela: Um bispo do Brasil NordesteMeus amigos, já se encontra à venda, no site das edições CNBB, meu novo livro escrito, em parceria, com o meu amigo Pe. Adriano Portela. O livro “Dom Avelar: Um Bispo do Brasil Nordeste”, resultado de um período intenso de pesquisa em várias cidades do Nordeste por onde passou o cardeal, é publicado pela editora da CNBB e Universidade Católica do Salvador. Este livro abre a série “Testemunhos”, cujo objetivo é desenvolver estudos acerca de pessoas que contribuíram com a História da Igreja no Brasil. Para a nossa Igreja Particular, a Arquidiocese de Salvador, este trabalho acrescenta aos outros já produzidos durante o Centenário do nosso querido Cardeal Dom Avelar. Brevemente, anunciaremos a data de lançamento.

Sinopse: O presente livro relata a vida e a atuação de Dom Avelar Brandão Vilela no Nordeste. Nesta obra, podemos conhecer a sua personalidade forte e a sua sensibilidade para questões sociais e políticas, que o tornou um líder importante da Igreja Católica no Brasil e uma referência significativa na América Latina.


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São João de Ávila: Um novo Doutor para a Igreja

A Conferência Episcopal Espanhola, produziu um vídeo que mostra os traços principais do presbítero, padroeiro do clero diocesano espanhol, que será proclamado doutor universal da Igreja, no dia 07 de outubro de 2012.

Home: Nosso Planeta, Nossa Casa

HomeDiariamente, somos bombardeados pelos meios de comunicação com notícias que sinalizam o avanço da degradação do meio ambiente. “A poluição dos rios e enseadas já é detectada em 38% das cidades brasileiras…”, “a contaminação dos solos afeta 33% dos municípios…”, “inundações, deslizamentos de encostas, secas e erosão são os desastres ambientais mais comuns no Brasil: 41% das cidades do País foram atingidas por pelo menos um deles…” [1].  Além destes dados que não deixam de aparecer nas salas de debate das ONGs, das escolas e das universidades, nos últimos dias, temos sido testemunhas da fragilidade do nosso planeta com as enchentes do Nordeste, rompimento de represas no Piaui, desabamentos de mina na China, pandemia mundial causada pela a Influência A , entre outras más notícias.

Promovendo a reflexão em torno deste tema que de muitos modos tem nos alcançado, estréia nesta semana, simultaneamente na TV, nos cinemas, em telas ao ar livre e no you tube, o filme Home: Nosso Planeta, Nossa Casa. Dirigido pelo francês Yann Arthus-Bertrand e produzido por Luc Besson, o filme será lançado em 126 países no Dia Internacional do Meio Ambiente.

O documentário, todo filmado em planos aéreos, levou dois anos para ficar pronto e possui retratações de mais de 50 países. Home: Nosso Planeta, Nossa Casa procura sensibilizar-nos, mostrando o quanto a humanidade interferiu no equilíbrio da Terra. Através de uma belíssima fotografia e de lindas paisagens, o autor intenciona “atingir a maior audiência possível e convencer a todos de nossas responsabilidades individuais e coletivas com relação ao planeta”. O encontro desta reflexão com a sétima arte pode apresentar uma nova perspectiva sobre como cuidar de nosso planeta, a nossa casa. Você pode acompanhar o filme por este link: http://www.youtube.com/watch?v=tCVqx2b-c7U&feature=channel

 


[1] Dados do IBGE.

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D. Hélder Câmara (Parte III)

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D. Hélder Câmara (Parte II)

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D. Hélder Câmara (Parte I)

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Do Muro Ocidental

O Muro Ocidental, ou Muro das Lamentações como comumente conhecido, constitui o lugar mais sagrado do Judaísmo. Segundo a tradição judaica, este muro circunda o “Umbigo do Mundo”, o local onde aconteceu a ligadura de Isaac e aliança de Deus com Abraão, patriarcas do povo judeu (séc XVII a.C). Ele também recorda no tempo, somando-se a esta primeira tradição, o antigo Templo de Jerusalém (960 a.C), lugar que guardava a arca da aliança e que foi centro espiritual e de peregrinação dos judeus por longos anos.

Do Templo de Jerusalém, destruído pela segunda vez no ano 70 d.C junto com toda a cidade, restou-nos o muro ocidental, deixado pelo imperador romano Tito, a fim de que os judeus não esquecessem a opressão romana e o seu domínio. Proibidos de viver em Jerusalém desde o ano 135 d.C, foi concedido aos judeus no 9º dia do mês de Av (entre julho e agosto), data da destruição do Templo, ocasião (oportunidade) para visitarem o local e rezarem em sua memória. Vindo daí o nome de Muro das Lamentações, ao muro que constitui a parte ocidental do primeiro e segundo Templo.

Desde estes tempos passados, judeus de Jerusalém e do mundo inteiro vão ao Muro Ocidental fazer as suas orações. Ultra-ortodoxos, ortodoxos, liberais, reformistas e reconstrucionistas, todos o tem por local sagrado. O local, dividido em duas partes para as orações, reserva um lado para as mulheres e outro para os homens. Além disso, a todos os visitantes e peregrinos só é dado acesso com a cabeça coberta por um kipá (solidéu que indica encontrar-se sob a presença de Deus) ou um chapéu. E num movimento concentrado para frente e para trás, vemos homens, mulheres de todas as idades lendo a Torah (Pentateuco) e rezando neste ambiente.

Também, no Muro Ocidental, tem lugar o rito de passagem judaico chamado Bar Mitzvá (ou Bat Mitzvá para meninas). Este rito marca o momento em que o menino (13 anos) ou a menina (12 anos) atingem a maturidade para assumir os seus compromissos dentro da comunidade judaica. Nesta ocasião é firmado o compromisso de cumprir todos os preceitos e ensinamentos da Torá. Normalmente realizado às terças e quintas, esta celebração reúne familiares, amigos, e chefes religiosos judeus em torno do Muro.

Não considerado apenas como um local turístico, o Muro Ocidental é para os judeus o seu lugar mais sagrado. Apenas alguns momentos diante deste muro são suficientes para ver que estas pedras possuem, em seu reverso, uma história muita antiga e uma experiência de fé que a acompanha. Importante para nós: por rememorar um importante momento da história da humanidade, por ser marco de um povo que nos legou um código espiritual e de ética do qual nos servimos e, principalmente, por ser centro espiritual, como toda cidade de Jerusalém, do povo escolhido por Deus, raiz, mesma, da fé cristã.

Danilo Pinto

 

 

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